A sensação de cabeça coçando junto com dor no couro cabeludo (conhecida como tricodinia) é um sintoma comum que afeta muita gente e geralmente aponta para inflamação ou irritação na pele da cabeça. As causas mais frequentes são dermatológicas, como a dermatite seborreica (a famosa caspa intensa), que surge por excesso de oleosidade e proliferação do fungo Malassezia, levando a vermelhidão, descamação, coceira forte e sensibilidade dolorida ao toque. Outras condições inflamatórias, como psoríase ou eczema atópico, também provocam coceira intensa com placas escamosas e ardência, piorando quando coçamos demais e criamos feridas.
Infecções são outra grande causa: a foliculite (inflamação bacteriana dos folículos pilosos) gera pústulas dolorosas, pus e sensibilidade extrema, enquanto a tinea capitis (micose do couro cabeludo) causa coceira, descamação e até queda de cabelo em placas. Infestações como piolhos (pediculose) provocam coceira noturna intensa por causa das picadas e alergia à saliva do parasita, podendo deixar o couro cabeludo dolorido se houver arranhões excessivos. Esses quadros infecciosos exigem atenção rápida para evitar complicações como abscessos ou propagação.
Fatores mecânicos e hábitos do dia a dia também explicam muita dor e coceira: penteados muito apertados (tranças, coques ou rabos de cavalo) causam alopecia por tração, com inflamação crônica nos folículos e sensação de que a raiz dói ao menor toque. Exposição solar sem proteção, uso de produtos químicos agressivos (tinturas, alisamentos), bonés apertados ou até água muito quente/fria irritam a pele sensível. Além disso, estresse, ansiedade ou tensão muscular (como em cefaleia tensional) podem amplificar a sensibilidade nervosa do couro cabeludo, criando uma dor difusa que piora com coceira.
Quando a dor no couro cabeludo persiste por semanas, vem acompanhada de queda de cabelo, bolhas, pus, febre ou inchaço, é essencial procurar um dermatologista ou, em casos neurológicos suspeitos (como neuralgia occipital ou herpes zoster), um neurologista. Evite coçar para não piorar lesões, use shampoos suaves anticaspa ou antifúngicos sob orientação médica e mantenha higiene sem excessos. Na maioria dos casos, o problema melhora com tratamento adequado, mas ignorar pode levar a cicatrizes permanentes ou alopecia cicatricial.