O câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, é um dos tumores malignos mais desafiadores de detectar precocemente, pois seus sintomas iniciais são vagos, inespecíficos e facilmente confundidos com problemas digestivos comuns como gastrite, refluxo ou má digestão. No Brasil, o câncer de estômago é responsável por milhares de mortes anualmente, sendo que muitos casos são diagnosticados em estágios avançados justamente porque os pacientes tendem a se automedicar ou ignorar os sinais iniciais, atribuindo-os a condições benignas. A maioria dos casos de câncer de estômago aparece como uma úlcera maligna que vai crescendo gradualmente, provocando sintomas que se intensificam com o tempo e reduzindo significativamente as chances de cura quando descobertos tardiamente.
Um dos sintomas mais estranhos e frequentemente negligenciados que pode indicar câncer de estômago é a sensação de saciedade precoce ou estômago sempre cheio mesmo após ingerir pequenas quantidades de comida. Esse sinal de alerta ocorre porque o tumor está ocupando espaço dentro do estômago ou afetando sua capacidade de expansão normal, fazendo com que a pessoa se sinta empachada logo no início das refeições. Outro sintoma peculiar é a presença de nódulos ao redor do umbigo e íngua (linfonodo aumentado) na parte inferior esquerda do pescoço, sinais que indicam disseminação do tumor para outras regiões do corpo. Massas palpáveis na parte superior do abdômen que doem à palpação também são sinais preocupantes que não devem ser ignorados.
Os sintomas clássicos do câncer de estômago incluem dor abdominal persistente especialmente na parte superior do abdômen (região conhecida como “boca do estômago”), azia ou queimação constante que não melhora com medicamentos habituais, náuseas e vômitos frequentes com ou sem presença de sangue, perda de apetite significativa e emagrecimento sem causa aparente. A presença de sangue nas fezes, que ficam escurecidas, pastosas e com odor muito forte (melena), ou vômito com sangue são sinais de sangramento digestivo que exigem avaliação médica urgente. Outros sintomas incluem sensação de desconforto abdominal persistente, fadiga constante e inexplicável, anemia decorrente de sangramentos crônicos, inchaço ou acúmulo de líquido no abdômen (ascite) e aumento do tamanho do fígado com icterícia (pele e olhos amarelados) em casos avançados.
A suspeita de câncer de estômago deve aumentar quando sintomas digestivos como dor, queimação, má digestão ou perda de apetite são persistentes (duram semanas), não melhoram com medidas habituais ou pioram progressivamente, especialmente em pessoas acima de 40-50 anos, com histórico familiar de câncer gástrico ou fatores de risco como infecção por Helicobacter pylori. O diagnóstico é confirmado através de endoscopia digestiva alta com biópsia, exame que permite visualizar diretamente a mucosa do estômago e coletar material para análise patológica. É fundamental não ignorar sintomas persistentes e procurar um médico gastroenterologista ou oncologista para investigação adequada, pois o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura através de tratamentos como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.